Recentemente, no mês de janeiro, tive a oportunidade de viajar para Orlando com os meus avós. Foi a realização de um antigo plano, mas agora que a viagem foi feita fico admirado com o efeito inesperado que tive dela. Antes de viajar estive conversando com uma amiga que fez referência a Orlando como “o lugar mais feliz da Terra”. Embora a teoria seja óbvia e de conhecimento de todo cristão, tive mais uma vez a oportunidade de ver por experiência própria que não é bem assim.
Essa não foi minha primeira viagem para o exterior e nem para Orlando. Estive lá em 1996, e em 2004 fiz uma viagem pelo México e Nova Orleans. A diferença, imagino, é que seis ou 14 anos podem fazer muita diferença na vida de uma pessoa, especialmente em sua cosmovisão.
Algumas observações antes de continuar: não pretendo aqui desdenhar da chance de fazer um passeio como esse, aliás, o simples fato de ainda poder viajar com meus avós é uma benção indescritível, que minha mãe, por exemplo, não pôde viver. Também não estou dizendo que viagens não tem valor, havendo a oportunidade, faça uma. No entanto, as principais impressões que ficam são as seguintes:
- Somos todos de barro. A colocação assim, nesses termos, é mérito de uma amiga. Embora estejamos separados por uma grande distância e embora estejamos inseridos em diferentes culturas, falando línguas diferentes, somos todos criaturas do mesmo Deus e com os mesmos problemas essenciais, originados na distância que o pecado impõe entre nós e nosso criador;
- Todos precisamos desse Deus. Os EUA talvez sejam hoje o máximo daquilo que o capitalismo pode oferecer. O padrão de vida dos americanos é obviamente muito superior ao da maioria dos brasileiros. Isso, no entanto, não resolve seus problemas mais preocupantes, como veremos no próximo ponto;
- Todos temos um vazio onde só Deus se encaixa. Apesar disso, vivemos uma frustrada tentativa de preencher esse vazio com outras coisas. Algumas pessoas tentam preencher esse vazio com sexo, com drogas, com dinheiro, etc. Essas tentativas são prontamente apontadas como ruins pela igreja. Outras pessoas tentam preencher esse vazio com outras coisas, com entretenimento, por exemplo. Essa é uma tentativa mais sutil de esconder a falta que Deus nos faz. Mas olhando com atenção, é notável como a diversão pode ser um ídolo, embora em si mesma não tenha nada de ruim.
- Somente Deus é capaz de nos satisfazer totalmente. Nos parques temáticos de Orlando uma série de outros evangelhos estão sendo pregados: o Epcot diz que o desenvolvimento tecnológico nos trará a felicidade; o Magic Kingdom diz que ser sempre criança nos trás a felicidade; o Sea World diz que é um contato especial com a natureza, e assim vai.
Cada um dessas coisas tem seu valor, mas a principal impressão deixada pela viagem é de que somente um relacionamento pessoal com Deus através de Jesus Cristo pode nos dar real alegria. Espero que você possa buscar a alegria em Deus. O lugar mais feliz da Terra é na presença de Deus. Não é a alegria que o mundo oferece, mas tenho certeza de que é muito melhor. Que você possa buscar essa alegria também.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Amor sem Escalas
E por falar em cinema, outro dia desses fui ver Amor sem Escalas. O título em português é péssimo, uma vez que não se trata de um filme sobre amor e não sei exatamente onde o “sem escalas” se encaixa. O filme, no entanto, é muito interessante, a começar pelo título “Up In the Air” (algo como “lá em cima no ar”), que representa muito bem a realidade do personagem principal, interpretado por George Clooney.
Clooney vive um sujeito cujo emprego consiste em demitir pessoas. Ele é contratado por outras empresas para fazer cortes de pessoal, e desempenha muito bem a tarefa porque é uma pessoa superficial que prefere não estabelecer contatos profundos com ninguém. Sua filosofia de vida consiste em ser o mais livre possível, livre de relacionamentos, livre de compromissos, etc. Assim ele é capaz de dormir muito bem à noite, mesmo depois de ter deixado várias pessoas desempregadas e desesperançosas durante o dia.
O emprego é particularmente atrativo porque possibilita que Clooney fique viajando pelos Estados Unidos quase o tempo todo, o que também combina com sua filosofia de vida: seu lar são os aviões, os aeroportos, as locadoras de carro, os hotéis... É ali que ele passa a maior parte do tempo, longe de contatos profundos com qualquer pessoa.
Sem querer entregar mais da história, mas obviamente que uma série de situações vão colocar a filosofia de Clooney à prova, mostrando que no fundo todos temos necessidade de relacionamentos e de um sentido maior para nossas vidas. Acredito que o filme mostra que no íntimo todos desejamos significar algo para alguém e que precisamos de um propósito para seguir adiante.
De um ponto de vista cristão, acho o filme super válido: ele mostra o vazio que todos temos, e acompanhando esse vazio, o desejo de um significado maior para estarmos aqui. Como diria Agostinho, todos temos esse vazio dentro de nós e desejamos preenche-lo. Como o próprio filme mostra, alguns procuram preenche-lo com a família, outros com realização profissional, outros com realização amorosa, e por aí vai. O personagem de Clooney procura ignorar esse vazio o quanto pode, ou até fazer dele uma virtude, mas a realidade vem mostrar que isso não é possível, é ir contra nossa natureza.
Embora família, amigos, carreira, etc. não sejam em si coisas ruins, o enorme vazio na alma de cada um de nós só pode ser preenchido através de um relacionamento pessoal com Jesus. Isso infelizmente o filme não mostra, mas não faz mal, afinal, não sei se os realizadores são cristãos. Mas é essa mensagem que nós devemos passar adiante: existe um significado maior para nossas vidas, e existe uma pessoa com quem vale totalmente a pena se relacionar, alguém que nunca nos desapontará. Creio que esse é o final que falta em “Amor sem Escalas” e mensagem que todos esperam ouvir.
Clooney vive um sujeito cujo emprego consiste em demitir pessoas. Ele é contratado por outras empresas para fazer cortes de pessoal, e desempenha muito bem a tarefa porque é uma pessoa superficial que prefere não estabelecer contatos profundos com ninguém. Sua filosofia de vida consiste em ser o mais livre possível, livre de relacionamentos, livre de compromissos, etc. Assim ele é capaz de dormir muito bem à noite, mesmo depois de ter deixado várias pessoas desempregadas e desesperançosas durante o dia.
O emprego é particularmente atrativo porque possibilita que Clooney fique viajando pelos Estados Unidos quase o tempo todo, o que também combina com sua filosofia de vida: seu lar são os aviões, os aeroportos, as locadoras de carro, os hotéis... É ali que ele passa a maior parte do tempo, longe de contatos profundos com qualquer pessoa.
Sem querer entregar mais da história, mas obviamente que uma série de situações vão colocar a filosofia de Clooney à prova, mostrando que no fundo todos temos necessidade de relacionamentos e de um sentido maior para nossas vidas. Acredito que o filme mostra que no íntimo todos desejamos significar algo para alguém e que precisamos de um propósito para seguir adiante.
De um ponto de vista cristão, acho o filme super válido: ele mostra o vazio que todos temos, e acompanhando esse vazio, o desejo de um significado maior para estarmos aqui. Como diria Agostinho, todos temos esse vazio dentro de nós e desejamos preenche-lo. Como o próprio filme mostra, alguns procuram preenche-lo com a família, outros com realização profissional, outros com realização amorosa, e por aí vai. O personagem de Clooney procura ignorar esse vazio o quanto pode, ou até fazer dele uma virtude, mas a realidade vem mostrar que isso não é possível, é ir contra nossa natureza.
Embora família, amigos, carreira, etc. não sejam em si coisas ruins, o enorme vazio na alma de cada um de nós só pode ser preenchido através de um relacionamento pessoal com Jesus. Isso infelizmente o filme não mostra, mas não faz mal, afinal, não sei se os realizadores são cristãos. Mas é essa mensagem que nós devemos passar adiante: existe um significado maior para nossas vidas, e existe uma pessoa com quem vale totalmente a pena se relacionar, alguém que nunca nos desapontará. Creio que esse é o final que falta em “Amor sem Escalas” e mensagem que todos esperam ouvir.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Glória
Um dia desses, em função da pouca criatividade dos programadores da TV a cabo, assisti Tróia pela enésima vez. Para quem não conhece, o filme é uma adaptação de Ilíada, clássico da Grécia antiga escrito por Homero. O filme concentra-se especialmente na saga do herói Aquiles em seu desejo de gravar para sempre seu nome na História. Em certa altura do filme, questionado sobre suas razões de participar da guerra entre gregos e troianos, Aquiles responde: “aquilo que todos os homens querem eu quero mais”.
Aquiles estava em busca de glória, e acho que infelizmente ele tinha razão. Todos os homens buscam a sua própria glória. Todos os homens querem ser Deus. O temor pela aparente finitude da vida e o desejo por adulação levam todos a buscarem uma forma de imortalidade através de grandes feitos.
Admito que por muito tempo esse pecado me perseguiu. Pensar que eu poderia passar por esta vida sem deixar alguma marca especial, que meu nome seria simplesmente esquecido, eram coisas que me incomodavam. Aos vinte e poucos anos eu invejava personagens como Alexandre, o Grande, que com a mesma idade havia atingido grandes feitos.
No entanto, Deus nos ensina através de Sua Palavra a viver uma vida diametralmente oposta a tudo isso. Deus nos ensina que devemos buscar a Glória dele, e não a nossa. Os evangelhos ensinam repetidas vezes e de diferentes maneiras que aquele que quer ser grande no Reino de Deus deve ser aquele que serve. O próprio Cristo viveu uma vida humilde, como um pobre carpinteiro, para depois morrer como um malfeitor qualquer.
Através das páginas da Bíblia conhecemos um certo número de reis, profetas e sacerdotes, mas também de pessoas tão simples quanto Rute, Maria ou Raabe. Essas pessoas talvez nunca fossem chamar a atenção dos historiadores de seu tempo, mas eram importantes para Deus. Tão importantes que seus nomes estão hoje sendo ouvidos em todos os lugares onde o evangelho é pregado, embora elas provavelmente jamais pudessem imaginar uma coisa como essa.
Poderíamos pensar ainda nos soldados anônimos do rei Davi, ou nos inúmeros cristãos que deram suas vidas quando a perseguição se instaurou nos dias do Novo Testamento. Esses personagens são desconhecidos para nós, e talvez julgássemos que suas vidas não tiveram tanta importância. Eles não comandaram exércitos, não governaram grandes povos e nem tiveram idéias revolucionárias. Mas a Bíblia afirma claramente que eles eram importantes para Deus.
Buscar a própria glória é um pecado, e como acontece com qualquer pecado, as primeiras vítimas de suas conseqüência somos nós mesmos. Buscar a própria glória é sinônimo de decepção e dor.
A Bíblia nos ensina a quem pertencem toda honra e toda glória: a Deus. Àquele que morreu pelos nossos pecados, àquele que se entregou por nós e que fez de si mesmo o mais humilde de todos. Viver para glorificar a este Deus não é perda de tempo, é a razão pela qual todos nós existimos, acreditando nisso ou não. A Ele toda a glória, para sempre. Amém.
"A minha glória não a dou a outrem”. - Is 48: 11
Aquiles estava em busca de glória, e acho que infelizmente ele tinha razão. Todos os homens buscam a sua própria glória. Todos os homens querem ser Deus. O temor pela aparente finitude da vida e o desejo por adulação levam todos a buscarem uma forma de imortalidade através de grandes feitos.
Admito que por muito tempo esse pecado me perseguiu. Pensar que eu poderia passar por esta vida sem deixar alguma marca especial, que meu nome seria simplesmente esquecido, eram coisas que me incomodavam. Aos vinte e poucos anos eu invejava personagens como Alexandre, o Grande, que com a mesma idade havia atingido grandes feitos.
No entanto, Deus nos ensina através de Sua Palavra a viver uma vida diametralmente oposta a tudo isso. Deus nos ensina que devemos buscar a Glória dele, e não a nossa. Os evangelhos ensinam repetidas vezes e de diferentes maneiras que aquele que quer ser grande no Reino de Deus deve ser aquele que serve. O próprio Cristo viveu uma vida humilde, como um pobre carpinteiro, para depois morrer como um malfeitor qualquer.
Através das páginas da Bíblia conhecemos um certo número de reis, profetas e sacerdotes, mas também de pessoas tão simples quanto Rute, Maria ou Raabe. Essas pessoas talvez nunca fossem chamar a atenção dos historiadores de seu tempo, mas eram importantes para Deus. Tão importantes que seus nomes estão hoje sendo ouvidos em todos os lugares onde o evangelho é pregado, embora elas provavelmente jamais pudessem imaginar uma coisa como essa.
Poderíamos pensar ainda nos soldados anônimos do rei Davi, ou nos inúmeros cristãos que deram suas vidas quando a perseguição se instaurou nos dias do Novo Testamento. Esses personagens são desconhecidos para nós, e talvez julgássemos que suas vidas não tiveram tanta importância. Eles não comandaram exércitos, não governaram grandes povos e nem tiveram idéias revolucionárias. Mas a Bíblia afirma claramente que eles eram importantes para Deus.
Buscar a própria glória é um pecado, e como acontece com qualquer pecado, as primeiras vítimas de suas conseqüência somos nós mesmos. Buscar a própria glória é sinônimo de decepção e dor.
A Bíblia nos ensina a quem pertencem toda honra e toda glória: a Deus. Àquele que morreu pelos nossos pecados, àquele que se entregou por nós e que fez de si mesmo o mais humilde de todos. Viver para glorificar a este Deus não é perda de tempo, é a razão pela qual todos nós existimos, acreditando nisso ou não. A Ele toda a glória, para sempre. Amém.
"A minha glória não a dou a outrem”. - Is 48: 11
domingo, 31 de janeiro de 2010
O Sinal de Jonas
Recentemente tenho tido minha atenção voltada para aquilo que Jesus chama nos evangelhos de “o Sinal de Jonas”.
No último post estive trabalhando com duas discussões teológicas presentes no cristianismo hoje: a primeira, sobre se Deus ainda realiza hoje o mesmo tipo de milagres que vemos nos textos bíblicos; a segunda, sobre se os próprios milagres dos textos bíblicos foram eventos reais de intervenção extraordinária de Deus, ou se foram apenas interpretações equivocadas dos autores bíblicos, eventos ordinários para os quais eles não tinham explicação, ou simplesmente histórias inventadas com algum propósito moral.
Na segunda percepção, de inspiração liberal, creio que na melhor das hipóteses fica entendido que os autores bíblicos seriam apenas pessoas ignorantes, atribuindo uma natureza divina a fenômenos que não conseguiam explicar a partir das categorias a que tinham acesso. Na pior das hipóteses eles eram mentirosos, inventores de histórias elaboradas escritas com objetivos diferentes daqueles declarados nos próprios textos.
Acredito que a primeira discussão pode ser travada entre dois cristãos sinceros (embora eu duvide bastante de que seja uma discussão saudável). Já a segunda só pode ser travada entre um cristão verdadeiro e alguém que abraçou outra “fé” chamada liberalismo, uma outra religião que tira do cristianismo um de seus elementos centrais: que Deus intervém em nossa realidade, e de maneira pessoal e específica em nossas vidas. Por essa razão, acredito que essa discussão pode ser deixada de lado, a não ser em casos de apologética, o que não é o caso deste post.
A discussão que quero colocar aqui também não trata sobre se Deus hoje realiza ou não os mesmos milagres que realizava nos tempos bíblicos. A discussão que quero colocar aqui é sobre como aqueles sinais, um deles em especial, são um ponto central para nossa fé hoje.
O sinal a que me refiro é aquele a que nosso Senhor chama de “o sinal de Jonas”. Repetidas vezes Jesus faz referência a esse sinal durante seu ministério, significando sua morte e ressurreição ao terceiro dia. Jesus faz referência a isso mostrando a centralidade desse evento em seu ministério, e como isto calaria aqueles que lhe pediam maiores evidências de ser ele enviado por Deus.
Não pretendo discutir se Deus realiza ou não hoje os mesmos milagres que realizou naqueles dias. Porém, esperar uma relação de troca com Deus, na qual entregamos nossas vidas em função de novos sinais realizados certamente vai além daquilo que Jesus nos ensina. O maior sinal já foi realizado, a ressurreição de Cristo, pois através desse milagre temos vida. Diante de um sinal tão único, o que nos impede de entregar tudo o que somos nas mãos de Deus?
No último post estive trabalhando com duas discussões teológicas presentes no cristianismo hoje: a primeira, sobre se Deus ainda realiza hoje o mesmo tipo de milagres que vemos nos textos bíblicos; a segunda, sobre se os próprios milagres dos textos bíblicos foram eventos reais de intervenção extraordinária de Deus, ou se foram apenas interpretações equivocadas dos autores bíblicos, eventos ordinários para os quais eles não tinham explicação, ou simplesmente histórias inventadas com algum propósito moral.
Na segunda percepção, de inspiração liberal, creio que na melhor das hipóteses fica entendido que os autores bíblicos seriam apenas pessoas ignorantes, atribuindo uma natureza divina a fenômenos que não conseguiam explicar a partir das categorias a que tinham acesso. Na pior das hipóteses eles eram mentirosos, inventores de histórias elaboradas escritas com objetivos diferentes daqueles declarados nos próprios textos.
Acredito que a primeira discussão pode ser travada entre dois cristãos sinceros (embora eu duvide bastante de que seja uma discussão saudável). Já a segunda só pode ser travada entre um cristão verdadeiro e alguém que abraçou outra “fé” chamada liberalismo, uma outra religião que tira do cristianismo um de seus elementos centrais: que Deus intervém em nossa realidade, e de maneira pessoal e específica em nossas vidas. Por essa razão, acredito que essa discussão pode ser deixada de lado, a não ser em casos de apologética, o que não é o caso deste post.
A discussão que quero colocar aqui também não trata sobre se Deus hoje realiza ou não os mesmos milagres que realizava nos tempos bíblicos. A discussão que quero colocar aqui é sobre como aqueles sinais, um deles em especial, são um ponto central para nossa fé hoje.
O sinal a que me refiro é aquele a que nosso Senhor chama de “o sinal de Jonas”. Repetidas vezes Jesus faz referência a esse sinal durante seu ministério, significando sua morte e ressurreição ao terceiro dia. Jesus faz referência a isso mostrando a centralidade desse evento em seu ministério, e como isto calaria aqueles que lhe pediam maiores evidências de ser ele enviado por Deus.
Não pretendo discutir se Deus realiza ou não hoje os mesmos milagres que realizou naqueles dias. Porém, esperar uma relação de troca com Deus, na qual entregamos nossas vidas em função de novos sinais realizados certamente vai além daquilo que Jesus nos ensina. O maior sinal já foi realizado, a ressurreição de Cristo, pois através desse milagre temos vida. Diante de um sinal tão único, o que nos impede de entregar tudo o que somos nas mãos de Deus?
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Milagres
Certa vez em uma conversa escutei de uma pessoa o seguinte comentário: “não preciso de milagres para crer em Deus”. Não sei exatamente o que essa pessoa em especial queria dizer com isso, mas o comentário feito há vários anos atrás hoje me remete a dois extremos encontrados no cristianismo atual: o ceticismo dos liberais e o experimentalismo de alguns outros, creio que mais dos carismáticos. Não quero ser polêmico com meus irmãos pentecostais, aliás, não é com eles que estou preocupado, e sim com o outro grupo.
Acredito que a frase “não preciso de milagres para crer em Deus” pode por um lado ser vista de um modo positivo: há bastante discussão sobre se Deus ainda realiza hoje os mesmos milagres que realizava nos tempos bíblicos. Uma visão positiva que vejo dessa frase está em dizer que não devemos buscar Deus por causa de sinais e prodígios ou por causa dos efeitos imediatos que esses feitos de Deus podem ter, mas sim em resposta ao amor com que ele nos amou, enviando seu filho para morrer em nosso lugar.
Por outro lado, penso nessa frase de uma maneira negativa, a maneira com que vejo alguns encararem com ceticismo a real ação de Deus em nossa vidas. Dizer que “não preciso de milagres para crer em Deus” inclui o nascimento virginal de Jesus? Isso foi um milagre! Inclui todos os sinais e prodígios que ele realizou em seus anos de ministério? São milagres também! E mais do que tudo, essa frase inclui sua ressurreição dos mortos? Sem esse milagre eu estaria perdido, afastado eternamente de meu Pai.
Embora eu não me qualifique para essa discussão, tenho consciência de que o debate sobre Deus ainda operar milagres hoje ou não é polêmica e em alguns momentos provoca atritos e divisões. Mas tenho certeza de que todo o real cristão pode ter certeza de que Deus realizou o maior dos milagres ao trazer Cristo dos mortos, e com isso nos trazer à vida.
Acredito que a frase “não preciso de milagres para crer em Deus” pode por um lado ser vista de um modo positivo: há bastante discussão sobre se Deus ainda realiza hoje os mesmos milagres que realizava nos tempos bíblicos. Uma visão positiva que vejo dessa frase está em dizer que não devemos buscar Deus por causa de sinais e prodígios ou por causa dos efeitos imediatos que esses feitos de Deus podem ter, mas sim em resposta ao amor com que ele nos amou, enviando seu filho para morrer em nosso lugar.
Por outro lado, penso nessa frase de uma maneira negativa, a maneira com que vejo alguns encararem com ceticismo a real ação de Deus em nossa vidas. Dizer que “não preciso de milagres para crer em Deus” inclui o nascimento virginal de Jesus? Isso foi um milagre! Inclui todos os sinais e prodígios que ele realizou em seus anos de ministério? São milagres também! E mais do que tudo, essa frase inclui sua ressurreição dos mortos? Sem esse milagre eu estaria perdido, afastado eternamente de meu Pai.
Embora eu não me qualifique para essa discussão, tenho consciência de que o debate sobre Deus ainda operar milagres hoje ou não é polêmica e em alguns momentos provoca atritos e divisões. Mas tenho certeza de que todo o real cristão pode ter certeza de que Deus realizou o maior dos milagres ao trazer Cristo dos mortos, e com isso nos trazer à vida.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Providência
Recentemente me chamou a atenção o texto que se encontra em Lucas 21:12-14. Nesse texto Jesus prediz a perseguição que os apóstolos iriam sofrer. Acredito que os apóstolos, se pudessem escolher, escolheriam não serem perseguidos, mortos e odiados de todos os homens. Mas não foi essa a história que Deus em sua Providência escreveu para a vida deles. No entanto, conforme Jesus predisse, Deus transformou aquele mal em bem: “para dar testemunho” (v.13). Havia propósito no sofrimento. Graças à perseguição os apóstolos foram capazes de divulgar o evangelho de uma forma que de outra maneira não seria possível. Tente marcar uma audiência com o prefeito de uma grande cidade. Pior, tente marcar uma audiência com o presidente! Graças à perseguição, os apóstolos foram capazes de levar a mensagem de salvação a pessoas de grande influência, fazendo com que o evangelho se espalhasse por todos os lados do mundo então conhecido. O exemplo não se limita aos apóstolos. José provavelmente não escolheria ser escravo no Egito, mas esse ato de maldade de seus irmãos acabou por constituir-se em um evento fundamental na história da Salvação. Por toda a história da Igreja e até os nossos dias vemos a perseguição levando não ao fim da igreja, mas à sua purificação e à maior proclamação do evangelho.
Os apóstolos talvez escolhessem não sofrer a perseguição, se pudessem. Mas com certeza estavam dispostos a escolher que a Glória de Deus e a salvação do mundo estavam acima de suas demais preocupações, ainda que legítimas aos olhos humanos, que nem sempre podem contemplar os decretos de Deus na eternidade.
Graças ao sofrimento daqueles homens estamos aqui hoje, conhecedores dessa mensagem de salvação. E é essa mesma mensagem que Jesus passa para nós hoje: buscar em primeiro lugar o Reino de Deus. Esse deve ser o nosso bem maior.
Os apóstolos talvez escolhessem não sofrer a perseguição, se pudessem. Mas com certeza estavam dispostos a escolher que a Glória de Deus e a salvação do mundo estavam acima de suas demais preocupações, ainda que legítimas aos olhos humanos, que nem sempre podem contemplar os decretos de Deus na eternidade.
Graças ao sofrimento daqueles homens estamos aqui hoje, conhecedores dessa mensagem de salvação. E é essa mesma mensagem que Jesus passa para nós hoje: buscar em primeiro lugar o Reino de Deus. Esse deve ser o nosso bem maior.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Zaqueu
Hoje li uma conhecida história dos evangelhos, a história de Zaqueu, o coletor de impostos corrupto e de baixa estatura que sobe em uma árvore para ver Jesus no meio de uma multidão e que acaba transformado pela palavra de Jesus. A passagem se encontra em Lucas 19.
Não dá pra saber o que se passava pela cabeça de Zaqueu naquele momento, quando ele estava em cima da árvore vendo Jesus passar, mas quero crer que ele, como muitos outros que os evangelhos descrevem, não tinha completa (ou mesmo nenhuma) noção de quem Jesus era realmente. Mesmo os discípulos mais próximos de Jesus demonstravam não ter plena consciência de qual era sua verdadeira missão, seu papel como Messias. Acredito que era assim com Zaqueu também.
Talvez Zaqueu tenha subido na árvore para ver uma celebridade passar. Jesus já havia se tornado célebre por seus atos, especialmente por seus milagres e por sua pregação. Sua chegada a Jericó foi antecipada por sua fama, e assim uma grande multidão se aglomerou nas ruas para vê-lo. Temos casos semelhantes hoje: por exemplo, quando um grande astro da música visita nossas cidades é comum que pessoas fiquem literalmente acampadas nas portas dos hotéis esperando para vê-lo. Acredito que a atitude de Zaqueu e de muitos naquela multidão não fosse diferente desta: ele queria ver alguém famoso, de quem havia ouvido falar, passando por sua cidade. Mas o que aconteceu naquele dia surpreendeu a todos, a começar pelo próprio Zaqueu.
O sicômoro é uma árvore com galhos fortes e que pode chegar a ser bastante alta, mas acho que a característica que mais se destaca nela é o fato de ser bastante frondosa. Sua copa parece uma mini-floresta, tantas são as suas folhas. Era ali, no meio de um monte de folhas que Zaqueu estava. E surpreendentemente Jesus não apenas olhou para o alto, para a copa do sicômoro, como também enxergou Zaqueu no meio daquelas folhas. Para completar a surpresa, Jesus chamou aquele coletor de impostos pelo nome, convidando-se para o almoço, por assim dizer.
Zaqueu não estava buscando Jesus, o Messias, o Rei do Universo. Mas Jesus estava buscando Zaqueu. Ele conhecia Zaqueu pelo nome, e conhecia toda a sua história, embora Zaqueu provavelmente só conhecesse Jesus através de sua fama de pregador e curador milagroso. Paulo fala a respeito disso em 1 Coríntios 13 quando diz “conhecerei como sou conhecido”.
Nesta passagem Jesus cumpre sua promessa de resgatar o pecador. Antes mesmo que o pecador pense que precisa ser resgatado. E mostra que somos amados, antes mesmo que possamos amar a Deus.
Não dá pra saber o que se passava pela cabeça de Zaqueu naquele momento, quando ele estava em cima da árvore vendo Jesus passar, mas quero crer que ele, como muitos outros que os evangelhos descrevem, não tinha completa (ou mesmo nenhuma) noção de quem Jesus era realmente. Mesmo os discípulos mais próximos de Jesus demonstravam não ter plena consciência de qual era sua verdadeira missão, seu papel como Messias. Acredito que era assim com Zaqueu também.
Talvez Zaqueu tenha subido na árvore para ver uma celebridade passar. Jesus já havia se tornado célebre por seus atos, especialmente por seus milagres e por sua pregação. Sua chegada a Jericó foi antecipada por sua fama, e assim uma grande multidão se aglomerou nas ruas para vê-lo. Temos casos semelhantes hoje: por exemplo, quando um grande astro da música visita nossas cidades é comum que pessoas fiquem literalmente acampadas nas portas dos hotéis esperando para vê-lo. Acredito que a atitude de Zaqueu e de muitos naquela multidão não fosse diferente desta: ele queria ver alguém famoso, de quem havia ouvido falar, passando por sua cidade. Mas o que aconteceu naquele dia surpreendeu a todos, a começar pelo próprio Zaqueu.
O sicômoro é uma árvore com galhos fortes e que pode chegar a ser bastante alta, mas acho que a característica que mais se destaca nela é o fato de ser bastante frondosa. Sua copa parece uma mini-floresta, tantas são as suas folhas. Era ali, no meio de um monte de folhas que Zaqueu estava. E surpreendentemente Jesus não apenas olhou para o alto, para a copa do sicômoro, como também enxergou Zaqueu no meio daquelas folhas. Para completar a surpresa, Jesus chamou aquele coletor de impostos pelo nome, convidando-se para o almoço, por assim dizer.
Zaqueu não estava buscando Jesus, o Messias, o Rei do Universo. Mas Jesus estava buscando Zaqueu. Ele conhecia Zaqueu pelo nome, e conhecia toda a sua história, embora Zaqueu provavelmente só conhecesse Jesus através de sua fama de pregador e curador milagroso. Paulo fala a respeito disso em 1 Coríntios 13 quando diz “conhecerei como sou conhecido”.
Nesta passagem Jesus cumpre sua promessa de resgatar o pecador. Antes mesmo que o pecador pense que precisa ser resgatado. E mostra que somos amados, antes mesmo que possamos amar a Deus.
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