Ontem o candidato à presidência José Serra foi vítima de um ato de agressão enquanto fazia campanha no Rio de Janeiro. O episódio gerou manchetes, e é lamentável notar a quantidade de comentários na linha “bem feito, ele estava procurando”. Muitas vezes os comentários começam por “sou contra qualquer forma de violência”, e acabam por dizer “mas ele procurou”. Ou seja, culpam a vítima.
É lamentável também observar as teorias da conspiração, os comentários na linha “foi armação, estão apelando”. A justiça humana em nosso sistema democrático parte de um princípio: todos são inocentes até que se prove o contrário.
Há pessoas defendendo com unhas, dentes e palavrões o atual governo. Não penso que seja um mérito de Dilma, Lula ou do PT. Eles não inventaram o Brasil, não inventaram os brasileiros e nem muito menos os seres humanos. Não penso que seja privilégio de um partido, de uma pessoa ou de uma eleição que algumas pessoas (quero acreditar que não sejam tantas assim) ajam dessa maneira. Acredito que esse seja um comportamento de raízes muito mais profundas, e cuja solução passa por outro caminho.
Deus instituiu autoridade sobre os governantes, mas não lhes entregou a tarefa de transformar o homem pecador. Essa é uma tarefa que somente o Espírito Santo pode fazer, e a Igreja é seu instrumento nessa tarefa. É claro que políticos cristãos fazem parte desse grupo, enquanto que os políticos que não são cristãos estão em falta com Deus, como toda pessoa que deixa de lhe amar acima de todas as coisas.
Deus quer um mundo restaurado, este mundo em que estamos, e não apenas um mundo espiritual, etéreo e abstrato. Acredito que a política, entre outras tantas e infindas atividades, pode dar sua contribuição, embora não seja o caminho com “C” maiúsculo. Cristãos podem e devem contribuir para um mundo segundo a vontade de Deus, agindo nas mais diferentes áreas.
Por esta razão digo que há formas corretas e erradas de fazer política. E o amor por Deus e o amor pelo próximo devem pautar todas as coisas.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
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