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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Perdão 2

Escrevi a respeito do perdão em um post anterior. Dias depois assisti a um filme da Missão Portas Abertas cujo título é “Uma Jornada de Perdão”, que conta a história de mulheres cristãs que tiveram de perdoar os assassinos de suas filhas, amigas, maridos, etc. O filme passa uma importante lição: podemos perdoar porque Deus nos perdoou primeiro. Deus não nos perdoou porque pedimos desculpas primeiro; não nos perdoou porque nos humilhamos pedindo perdão; não nos perdoou porque demos sinais de arrependimento. Ele nos perdoou apesar da nossa indisposição para com Ele, da nossa indisposição de fazer qualquer uma dessas coisas. Como Jesus disse na cruz “perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”. Se queremos ser imitadores de Cristo, é esse perdão que devemos praticar: perdoar mesmo sem ouvir um pedido de desculpas, mesmo sem observar arrependimento, mesmo que saibamos que não vamos ganhar nada com isso. “Nada” a não ser a incompreensível paz de cumprir a vontade de Deus.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Segurança em Jesus

É muito difícil aos olhos humanos entender porque Deus deixou o pecado entrar no mundo. É muito difícil também entender porque Deus escolheu enviar seu filho na forma de um bebê, para nascer em uma pequena cidade sem maior importância, e ainda no início de sua vida adulta morrer no lugar de criaturas que lhe deram as costas. Se não conhecêssemos essa história através da Bíblia, se não soubéssemos o fim desejado por Deus através desses eventos, provavelmente ficaríamos atônitos com tudo isso. É o que acontece em nossas vidas, quando nossos planos não seguem o rumo que imaginávamos para eles. Os planos de Deus não são como os nossos, mas devemos descansar em saber que eles são perfeitos. Sabemos de duas verdades: todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus. E: tudo o que Deus faz é para sua honra e glória. Essas são duas verdades de que podemos nos lembrar na época de Natal e nas quais devemos descansar.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

"Abra os olhos do meu coração"

Uma das mais belas passagens da Bíblia, a meu ver, encontra-se em 2 Reis 6. Diante da ameaça de um ataque dos sírios a Israel, o moço que acompanhava o profeta Eliseu temeu. Eliseu orou, e então os olhos do rapaz se abriram para ver o exército de cavalos e carros de fogo que estava ao redor deles. Creio que essa passagem ensina algo muito importante: diante dos problemas, das dificuldades, podemos desanimar, não entender, nos sentir fracos... Mas devemos orar para que Deus nos lembre quem luta por nós.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Perdão

Perdoar é difícil. É difícil esquecer a dor que uma pessoa nos fez sentir. Deus nos ensinou o perdão ao enviar seu filho para que nós fossemos perdoados por ele. Perdoar liberta a pessoa que nos ofendeu, mas liberta principalmente a nós mesmos. Nos liberta do desejo de retribuição, do desejo de vingança. Não é fácil. É algo que só podemos fazer com auxílio de Deus. Por isso é importante pedir a ele que nos permita perdoar. Quanto à justiça, ela é muito importante para Deus. Deixa essa parte com ele. Da sua parte, obedeça à palavra de Deus e perdoe.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Dá-me um coração igual ao teu

Nem sempre nossa vontade e a vontade de Deus são a mesma. Queremos uma coisa, mas Deus parece estar brigado conosco, querendo outra. Lutar contra a vontade de Deus nunca é bom. Nessa hora, embora possa ser muito difícil, devemos orar "dá-me um coração igual ao teu". Um coração disposto a cumprir o querer de Deus, disposto a descansar e confiar no Deus que diz "todas as coisas cooperam para o bem daqueles que me amam".

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Já se ouve ruído de abundante chuva

Em nossa cultura, geralmente quando falamos sobre nuvens e chuva, pensamos em tempo ruim e más notícias. Não era esse o caso de nossos irmãos do Antigo Testamento. Vivendo em meio a desertos e dentro de uma cultura basicamente agrária, eles viam nas chuvas um poderoso sinal da graça de Deus (Ver, por exemplo, Deuteronômio 11:14; Provérbios 16:15; Oséias 6:3). Em 1 Reis 17 e 18 vemos a história sobre como o profeta Elias orou e não houve chuva por três anos e seis meses. Ao final desse período, Elias orou novamente e Deus enviou a chuva. Em meio aos problemas, crises, dificuldades, temos a impressão de que Deus se esqueceu de nós. Mas Ele está lá, operando, embora muitas vezes não entendamos como e nem por que. E num determinado momento, se olharmos para o horizonte, podemos ver as nuvens de chuva chegando. Não é uma falsa esperança. É a promessa que Deus nos dá. Pode ser muito difícil, mas em meio à estação seca, podemos e devemos confiar que nas promessas de que nosso Deus é gracioso e está cuidando de nós. O maior exemplo disso foi enviar seu filho Jesus para morrer por nós na cruz e ressurgir ao terceiro dia. Em meio aos problemas da vida, podemos confiar na graça de Deus.

“Então, disse Elias a Acabe: Sobe, come e bebe, porque já se ouve ruído de abundante chuva (...) Eis que se levanta do mar uma nuvem pequena como a palma da mão do homem (...) Dentro em pouco, os céus se enegreceram, com nuvens e vento, e caiu grande chuva” (1 Reis 18:41-46).

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Deus, bom e terrível


A Confissão de Fé de Westminster assim descreve Deus em seu segundo capítulo: “É cheio de amor, é gracioso, misericordioso, longânimo, muito bondoso e verdadeiro remunerador dos que o buscam e, contudo, justíssimo e terrível em seus juízos, pois odeia todo o pecado; de modo algum terá por inocente o culpado”.
Deus é ao mesmo tempo bondoso e terrível. Penso que poucos captaram isso tão bem como C.S. Lewis em As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa. Em um dado momento da história, os quatro irmãos Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia estão prestes a conhecer Aslam, o leão que é Deus no mundo visitado pelas crianças. Acontece então um diálogo marcante entre as crianças e o casal de castores que lhes serve de guias:

“– E ele é um homem? – perguntou Lúcia.– Aslam, um homem! – disse o Sr. Castor, muito sério. – Não, não. Não lhes disse eu que ele é o Rei dos Bosques, filho do grande Imperador de Além-Mar? Então não sabem quem é o rei dos animais? Aslam é um leão... o Leão, o grande Leão!– Ah! – exclamou Susana. – Estava achando que era um homem. E ele... é de confiança? Vou morrer de medo de ser apresentada a um leão.– Ah, isso vai, meu anjo, sem dúvida – disse a Sra. Castor. – Porque, se alguém chegar na frente de Aslam sem sentir medo, ou é o mais valente de todos ou então é um completo tolo.– Mas ele é tão perigoso assim? – perguntou Lúcia.– Perigoso? – disse o Sr. Castor. – Então não ou viu o que Sra. Castor acabou de dizer? Quem foi que disse que ele não era perigoso? Claro que é, perigosíssimo. Mas acontece que é bom. Ele é REI, disse e repito”.

Mais adiante na história, Aslam é apresentado às crianças. A cena segue assim:

“Quanto ao próprio Aslam, nem as crianças, nem os castores souberam o que fazer ou dizer ao vê-lo. Quem nunca esteve em Nárnia há de achar que uma coisa não pode ser boa e aterrorizante ao mesmo tempo. Os meninos entenderam logo. Pois, quando tentaram olhar para Aslam de frente, só conseguiram ver de relance a juba de ouro e uns grandes olhos, régios, soleníssimos, esmagadores. Depois, já não tiveram forças para olhar e começaram a tremer como varas verdes”.

Esse é Deus: bom e terrível. Bom para os que o buscam, terrível para os que o rejeitam. E é esse Deus, cheio de graça, que é nosso justo juiz. Mas em Jesus Cristo temos com Ele paz, e podemos desfrutar de toda a sua bondade. Encontre essa paz e essa bondade em Cristo.